Historiografia da dança: mitologias


Historiografia da Dança: Mitologias


Para fugir ao cânone: Uma das mitologias que a modernidade criou para definir a instável noção de autonomia da arte foi a distinção entre arte popular e arte erudita. Na dança essas oposições se traduzem na diferenciação feita por Laban entre dança social e dança pura: “O movimento, em dança pura, não necessita adaptar-se aos caracteres, às ações, às épocas e as situações (…) A execução no palco de danças sociais características de um período histórico, do statu s social do povo, da ocasião e localidade da dança não pode ser considerada como dança pura”(LABAN, Rudolf. O domínio do movimento).

Mitologias são importantes, mas atualmente torna-se premente pensar em uma distinção entre individual e coletivo não redutora, porém mais complexa. Uma saída é a idéia de solidão que o crítico Georges Didi-Huberman encontra no trabalho do bailarino flamenco Israel Galván. Israel estabelece com a imponente tradição andaluza uma relação que não é de coesão, nem de identificação, mas de conflito e tensão, como um toro solitário em uma arena. (Didi-Huberman, Georges. “Le danseur des solitudes”)

Bailarino flamenco Israel Galvàn

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Historiografia da Dança

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